segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Avifauna de Moçambique

Avifauna de Moçambique


O número de espécies de aves identificadas em Moçambique é de 735 (MICOA, 2006). A maioria destes pássaros é migratória e pode ser encontrada nos países vizinhos. Ecossistemas de água doce e regiões húmidas são sítios importantes para aves aquáticas migratórias e residentes.

O Complexo de Marromeu comporta uma das maiores comunidades de aves aquáticas de Moçambique. De particular destaque é o grande pelicano branco (Pelecanus onocratalus) e o pelicano cinzento africano (Pelecanus rufescens), corvo marinho de faces brancas (Phalacrocorax carbo), cegonha de bico amarelo (Mycteria ibis), cegonha de bico aberto (Anastomus lamelligerus), ibis sagrada (Threskionris aethipoicus) e muitas espécies de garças.
Esta área também suporta um número de espécies de patos bravos (pato-ferrão; irere; marreca-peba) e milhares de aves migratórias paleárcticas e intra-Africanas, incluindo flamingos, que dependem deste tipo de habitat. Um número de espécies nos diferentes habitates do Complexo de Marromeu está em perigo ou ameaçado ou é de valor comercial (Bento e Beilfuss, 2003).

Uma grande variedade de habitates costeiros proporciona condições favoráveis para forragem e reprodução de muitas espécies de aves. As lagoas costeiras são potenciais focos de diversidade de espécies de pássaros (Parker, 2000).

Muitas espécies de pássaros endémicas, raras e ameaçadas conhecidas, estão associadas a habitates montanhosos isolados, particularmente os inselbergs, os montes Chiperone e Namuli, Serra Mecula, Massiço da Gorongosa e Chimanimani.
A maioria das ameaças às espécies de pássaros está ligada a actividades humanas: desmatamento, caça (séria ameaça a espécies de grande porte tais como a avestruz), negócio de pássaros engaiolados, usos na medicina tradicional e uso de venenos para a protecção de culturas alimentares contra insectos e animais problemáticos. A degradação de planícies inundáveis e das áreas húmidas associada à exploração de recursos hídricos para agricultura e construção de barragens pode afectar negativamente as populações de pássaros dependentes desses habitates (Parker, 2000; Bento & Beilfuss, 2003, www.iucnredlist.org).


sábado, 30 de setembro de 2017

Animais em Risco de Extinção em Moçambique

Animais em Risco de Extinção em Moçambique

Moçambique conta com mais de 300 espécies de mamíferos em risco de extinção, segundo revela o Quinto Relatório Nacional da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB).

Das espécies moçambicanas mais ameaçadas no grupo dos mamíferos constam o Rinoceronte Branco (Ceratotherium simum), Rinoceronte Preto (Diceros bicornis), Girafa (Girafa camelopardalis), Pala-pala Cinzenta (Hippotragus equinum), Chango da Montanha (Redunca fulvorufula) Chita (Acinomyx jutabus), Tsetsebe (Damaliscus lunatus) e Sitatunga (Tragelaphus spekei).

Não obstante este cenário vermelho, o Governo encetou esforços para a repovoação de algumas espécies de animais, reintroduzindo, por exemplo, o rinoceronte branco, a girafa e pala-pala cinzenta no Parque Nacional de Limpopo. E recolocou ainda as girafas na Reserva Nacional do Maputo.


No conjunto das tartarugas marinhas, todas as cinco espécies que ocorrem ao longo da Costa moçambicana estão incluídas na lista vermelha elaborada pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).
As cinco espécies de tartarugas marinhas que ocorrem em Moçambique são Tartaruga-Cabeçuda (Caretta caretta), Tartaruga-Olivacea (Lepidochelys olivacea), Tartaruga-Verde (Chelonia mydas), Tartaruga-Gigante (Dermochelys coriacea) e Tartaruga-de-bico-de-balcão (Eretmochelys imbricata). Todas são tartarugas marinhas.



Por outro lado, os dugongos estão seriamente ameaçados, sendo a população do Arquipélago de Bazaruto, na província de Inhambane, a que provavelmente representa a população mais viável na África Austral.